Repentes inocentes do amor secrecional - V

A tua tez que tanto aquece,
com um triz, enaltece

poros e pêlos,

cicatrizes e zêlos.

Diz-se, nas esquinas, da arrepiada cutis,
que quando se ama,
tensiona e proclama,
em leves tremeliques.

E o movimento que pincela
passeando curva a curva,
torna a dama delirosa
tímida, singela donzela...

Tudo que te tegumenta me provoca

E invoca, minhas aflições e medos.

É minha alma que te toca!

...

o Diabo mora na ponta dos dedos

3 comentários:

Anônimo disse...

muito bom o poema, parabéns! Danúbia

Idalina de Carvalho disse...

Bom gosto no jogo da sonoridade, poética de qualidade: "quando se ama, tensiona e proclama,
em leves tremeliques". Gostei muito do seu estilo, poeta! Parabéns!

Viviane disse...

Muito bom! Belíssimo.