Cortante

Robusto inverno cutâneo
Que vens a mim
Orvalhando esperanças
De um sol que se esconde
E brilha
Quente, aquecendo "quandos" e "enfins"
Em algum lugar do passado
Das folhas secas
E árvores
De galhos queimados
...
Minha pele é o vento
Nos meus olhos alados


.

Um comentário:

Diogo Henrique Duarte de Parra disse...

O primeiro verso é maravilhoso.
Maravilhoso ler em voz alta "Robusto inverno cutâneo".

Minha pele é o vento nos meus olhos alados...

...os olhos extraem de sua pele memórias de corpo...e por isso se torno vento dos seus olhos dotados de asas... que vão longe....

Gostei desse poema.